A maioria de nós já foi, pelo menos uma vez na vida, abordada por um profissional de telemarketing e mais da metade já sentiu vontade de, em pelo menos uma dessas vezes, esquecer a educação e descontar seu stress nesses profissionais.
De fato é complicado segurar esta vontade quando se passa horas ao telefone com uma pessoa do outro lado da linha tentando vender algum produto ou serviço a qualquer custo. E às vezes, por mais empáticos que sejamos, nosso nível de impaciência consegue vencer a razão e inevitavelmente acabamos sendo indelicados, ainda mais quando a freqüência das ligações recebidas é muito alta.Eis um dos motivos de muitos profissionais de marketing duvidarem da eficiência desta ferramenta.
Mas o telemarketing tem sua porcentagem de eficiência, em casos específicos e se utilizado de forma correta, assim com o qualquer outro tipo de mídia.
Ligar aleatoriamente para qualquer número sorteado da lista telefônica obviamente não é o mais recomendado, tampouco ligar para pessoas que já rejeitaram o produto e não demonstraram interesse futuro algum. Porém, selecionar o público-alvo e escolher corretamente o horário para realizar as ligações pode ser um bom começo.
Outro aspecto de grande importância é a forma de abordagem, isto é, num mundo cada vez mais dominado pela comunicação participativa, uma conversa bilateral, onde o operador dê a oportunidade do prospect falar e não torne a ligação um monólogo interminável e cansativo pode, além de uma economizar tempo, ainda ser o fator de sucesso para uma venda.
Muitas empresas precisam repensar sua forma de abordagem e a real viabilidade do uso do telemarketing, isto é fato, pois esta “mídia”, assim como tantas outras utilizadas para o marketing, deve ser muito bem planejada e analisada para que os resultados não sejam catastróficos a custos exorbitantes e o pior, os profissionais da área não entrem diariamente em nossas “listas negras”.

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